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O QUE A AMAZÔNIA ENSINA ÀS LIDERANÇAS GLOBAIS — e por que isso importa agora


Acae contribui com a imersão de grupo internacional da YPO em Manaus e comunidades do entorno

Entender lugares estratégicos para o equilíbrio do planeta, como a Amazônia, deixou de ser um interesse periférico e passou a ocupar o centro das decisões de quem lidera organizações ao redor do mundo.

Não estamos falando simplesmente de acompanhar tendências, mas de uma necessidade real que cresce entre lideranças globais, a busca por experiências que ampliem repertório, aprofundem a compreensão sobre sistemas complexos e promovam trocas qualificadas entre pares. Nesse contexto, o aprendizado experiencial se consolida como uma das principais formas de desenvolvimento contemporâneo.

Foi nesse contexto que, entre os dias 29 e 30 de março de 2026, a Acae recebeu, em Manaus, o grupo YPO NSI Retreat – Manaus.

O grupo reuniu 16 empresárias e empresários, executivas e executivos de grandes organizações globais, integrantes da YPO — uma das mais relevantes redes internacionais de lideranças, presente em mais de 140 países e reconhecida por promover o desenvolvimento de quem lidera a partir da troca entre pares, da confidencialidade e da experiência direta.

Entre os países representados estavam Brasil, Estados Unidos, Canadá, Indonésia, Suíça e Polônia — refletindo a diversidade de contextos e desafios que atravessam temas relacionados à liderança no cenário atual.

A Amazônia como sala de aula viva

A Acae contribui na curadoria e produção de vivências do grupo de dois dos três dias totais de expedição

A imersão realizada em Manaus se conecta diretamente com o propósito da YPO de promover experiências que vão além da formação convencional.

Reconhecida por sua atuação em expedições de aprendizagem na Amazônia, a Acae foi responsável pela curadoria de uma programação formativa que integrou diferentes dimensões do conhecimento:

 

 

 

  • vivências em territórios indígenas e urbanos
  • encontros com especialistas e pesquisadoras(es)
  • aproximação com iniciativas locais
  • momentos de contemplação e reflexão

 

Representante do Instituto Witoto, Yaci Baré contando a história da organização para o Grupo YPO

Ao longo dos dois dias com a Acae, o grupo percorreu diferentes contextos fundamentais para a compreensão da Amazônia contemporânea. A imersão incluiu o Instituto Witoto e o bairro Parque das Tribos — uma das maiores comunidades indígenas em contexto urbano de Manaus, onde diferentes etnias lutam para manter vivas suas línguas, práticas culturais e formas de organização.

 

 

 

 

O grupo também visitou a comunidade indígena Cipiá, ampliando o contato com outras etnias indígenas da Amazônia Brasileira, guiado pelo Cacique Guy Dessana. A programação contemplou ainda o Museu da Amazônia (MUSA), um espaço de referência na integração entre ciência, educação e conservação, com acompanhamento de especialistas como o diretor Prof. Dr. Felippo Bassi, o Prof. Dr. Mario Cohn-Haft e o mestre em Zoologia Tiago Carvalho.

Grupo YPO com o Prof. Dr. Mario Cohn-Haft na torre do observação do Musa

Todos os encontros foram desenhados como espaços de escuta, troca e construção de sentido — elementos centrais nas metodologias da Acae.

 

 

 

 

Por que a Amazônia importa para quem lidera

A Amazônia ocupa hoje um papel central em discussões globais sobre clima, biodiversidade, economia e futuro. Estar nesse contexto permite acessar, de forma concreta, temas que muitas vezes são tratados apenas de maneira abstrata em relatórios e fóruns internacionais.

Para lideranças que já passaram por instituições como Harvard Business School ou INSEAD, a diferença está justamente na experiência direta.

Na floresta, conceitos ganham corpo.

A interdependência entre sistemas naturais, sociais e econômicos deixa de ser teoria e passa a ser percebida em sua complexidade real. Essa vivência tende a provocar deslocamentos importantes na forma de pensar e agir:

  • da lógica de controle para a compreensão de sistemas vivos
  • da visão linear para a leitura de complexidades
  • de decisões isoladas para perspectivas mais integradas e responsáveis

 

Aprendizado entre pares, em outro nível

Grupo YPO no bairro Parque das Tribos, uma das maiores comunidades indígenas em contexto urbano de Manaus

Um dos pilares da YPO são os fóruns — espaços de troca profunda entre integrantes. Quando esse tipo de interação acontece em um ambiente como a Amazônia, o impacto se intensifica.

Distantes das rotinas habituais, em um contexto que desafia referências e amplia percepções, as conversas ganham outra qualidade.

A floresta, nesse sentido, além de cenário inspirador, atua como um catalisador de reflexão.

 

 

Impactos que permanecem

Ao final da imersão, era evidente o impacto da experiência no grupo.

As lideranças participantes demonstraram forte engajamento com os temas vivenciados e uma impressão profunda diante da complexidade e da potência da Amazônia.

Esse tipo de experiência associada ao conhecimento tende a deixar marcas duradouras:

  • ampliação de repertório para tomada de decisão
  • maior sensibilidade para questões socioambientais
  • fortalecimento de uma visão de longo prazo
  • conexão mais consciente entre negócios, pessoas e planeta

 

Acae e o papel das expedições de aprendizagem

Na Acae, entendemos que aprender envolve diferentes dimensões: conteúdo, experiência, cultura, contemplação e troca.

As expedições de aprendizagem são desenhadas justamente para integrar esses elementos, criando experiências que não apenas informam, mas transformam com amplitude.

Receber um grupo como o da YPO reforça a relevância desse modelo e evidencia a tendência de que lideranças de diferentes partes do mundo estão buscando menos respostas prontas e mais experiências que ampliem sua capacidade de compreender e agir em um mundo cada vez mais complexo.

 


 

Texto: Comunicação Acae
Fotos: Laryssa Gaynett

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